Review: Ultimate Spider-Man

Voltamos à 5 anos atrás, na geração passada, para analisar um jogo que adapta o Universo Ultimate da Marvel em Ultimate Spider-man.

Review: Disney Epic Mickey

Depois de tantos anos ausente dos Video Games, Mickey volta para uma nova aventura épica. Mas será que essa nova aventura é tão épica assim?

Review: Ace Attorney Investigations

Miles Edgeworth fez sucesso na série Ace Attorney, mas será que ele é bom o suficiente pra segurar a barra de ter um jogo só pra ele?

Review: Sonic Colors (Wii)

Sonic nunca se deu bem no mundo em terceira dimensão. E Sonic Colors está aqui para tentar acertar!

Review: The Legend of Zelda - Phantom Hourglass

Retornamos ao mundo Cel-Shaded de Zelda, mas o que aconteceu ao mundo de Wind Waker? Phantom Hourglass? Dungeons Centrais?

Últimos Reviews

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Ultimate Spider-man


Plataforma: Game Cube/Playstation 2/Xbox.


Todos sabemos (pelo menos um mínimo) da História do Homem-Aranha: Um adolescente de 15 anos é picado por uma aranha radioativa e ganha super poderes equivalentes às habilidades de uma Aranha. Pelo menos essa era a origem do Homem-Aranha quando foi criado, láááááá nos anos 60, junto com muitos outros heróis da Marvel que hoje são muito conhecidos.

"Nossa, todos esses são vingadores?" ... "Como assim TODOS esses? isso não é nem metade..."


Passados quase 40 anos do criamento do que se tornaria um dos mais icônicos personagens dos quadrinhos, a Marvel (editora a qual pertence o Homem-aranha, junto de outros famosos heróis como Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Os X-men, Os Vingadores e etc...) decide lançar uma nova "linha", um novo "universo", recontando as origens das maiores criações da Marvel de uma forma atualizada ao novo Século.

Isso mesmo, a dez anos atrás, nascia o Universo conhecido como "Universo Ultimate", um universo que tentava abordar de maneira "realista" (mas não MUITO) e atualizada, as origem dos maiores personagem Marvel. O Universo Ultimate, desde então, tem tido um grande sucesso.

Enquanto as origens de certos personagens, no Universo Ultimate, eram radicalmente diferente das origens dos mesmos personagens no Universo Tradicional da Marvel (como é o caso de Venom, o Homem-aranha recebeu uma origem que pouco difere do Universo Tradicional. Ao invés de ser picado por uma Aranha radioativa, Peter Parker foi mordido por uma Aranha que foi genéticamente modificada (pelo óbvio motivo de que entre os anos 60 e o começo do século foi descoberto que radioatividade pode causar câncer) por uma substância chamada Oz, uma tentativa de reconstruir a fórmula do Super Soldado (é, aquela do Capitão América). O que importa é que Peter Parker vire o Homem-aranha, e ele vira.

O sucesso do Universo foi grande o suficiente para trazer o personagem que praticamente criou a linha Ultimate (o Homem-aranha, DUH!) ao mundo dos Games. Isso foi mais ou menos 5 anos depois do lançamento da Linha Ultimate, em 2005, quando a Activision lança Ultimate Spider-man, e é aqui que REALMENTE começa nosso review.

Peter Parker vive tranquilamente sua vida de adolescente de 15 anos, enfrentando Duendes Verdes (que no Universo Ultimate mais parece um Hulk em chamas), e Doutores armados com braços metálicos tentando matá-lo. Até que Peter se lembra de um amigo seu de infância, chamado Eddie Brock Jr., filho dos amigos de seus pais (antes da morte dos mesmos). Peter decide que seria uma boa idéia entrar em contato com Eddie Brock Jr. depois disso. Assim que Peter encontra Eddie, este apresenta-o a algo chamado "The Suit", e explica que isso era o trabalho da vida de seus pais. Era um tipo de "roupa" que encobria o usuário, e curava-o de doenças como o câncer. Eddie explica que os pais deles morreram antes de que pudessem terminar o trabalho, então Peter decide que talvez, ele possa terminar o trabalho dos pais deles, mas acaba se fundindo a roupa, se transformando, e percebendo que há algo de errado com aquilo. Ao destruir a roupa, Peter acaba revelando a Eddie que ele é o Homem-Aranha. Em sua fúria, Eddie Brock Jr. decide usar uma amostra que havia guardado pra si mesmo da roupa, e assim se dá a Origem de Venom no universo Ultimate.


"Mas que lindeza da mamãe... só tenta não babar no tapete TODO!"

Achou a história legal? Problema é seu. Infelizmente o jogo começa a partir do primeiro confronto de Peter Parker com Venom, e o jogo nem sequer se dá ao trabalho de te explicar tudo aquilo, a maioria é mostrada em uma Cutscene no começo de menos de 5 minutos. Um dos grandes problemas de Ultimate Spider-man é a história, que é contada de uma forma meio apressada, e por muitas vezes chega a ser... bom, o melhor termo pra explicar é "random".

O Gameplay (jogabilidade, tanto faz) do jogo tem alguns bugs, mas nada que não possa ser relevado fácilmente. Em sim, o Gameplay tem dois lados: Quando se joga como Homem-Aranha, e quando se joga com Venom. Quando jogamos como Homem-aranha, os controles são simples, mas quando jogamos com Venom, as coisas se tornam um pouco problemáticas. Venom é lento, e é quando existe a maior probabilidade de se encontrar bugs no jogo. Venom é óbviamente mais forte que o Homem-aranha, enquanto este é mais ágil e rápido. Quando jogamos com Venom, o objetivo geralmente é causar destruição, enquanto quando jogamos com o Aranha, o objetivo é salvar as pessoas... Doce ironia, huh?

Os gráficos não são os melhores, mas ganha pontos pelo fato de toda a arte de Mark Bagley (o desenhista original de Ultimate Spider-man) ter sido levada aos consoles, com um toque de Cel-shading, que faz com que tudo pareça saído dos quadrinhos.

A Soundtrack é bem esquecível, a ponto do jogo simplesmente não tocar nada e você sequer perceber, já a dublagem é surpreendentemente boa. Não conta com ninguém famoso, mas todos os dubladores se encaixam nos personagens perfeitamente.


Dos quadrinhos aos consoles... bem, QUASE...

Ultimate Spider-man É um bom passo em direção aos bons jogos (levando em consideração que os jogos adaptados de Super Heróis tendem a ser RUINS PRA CARAMBA!), mas o maior problema aqui é que Ultimate Spider-man não levou o principal dos quadrinhos: o roteiro. Ultimate Spider-man (a HQ) é escrita por Brian Michael Bendis, um grande roteirista que ganhou vários prêmios, mas essa história não foi bem adaptada aos jogos, talvez porque a HQ não tenha um foco exato em ação, mas sim nos personagens, coisa que o jogo não teve.




História: 07
Gráficos: 07
Áudio: 07
Jogabilidade: 07
NOTA FINAL: 7

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Sonic Colors

Plataforma: Wii.


Sonic the Hegehog é um dos personagens de video games mais conhecidos ao redor do globo. Sonic conquistou a fama na durante a era do Megadrive por mesclar velocidade e partes de plataforma. Mas aí saíram os primeiros video games com gráficos pré-renderizados(em 3D, babaca) e Mario e outros personagens clássicos já estavam migrando para esse mundo, porém Sonic teve uma extrema dificuldade para se ajustar. Os primeiros jogos do Sonic na terceira dimensão são até hoje chamados de "Os melhores". Mas também tinham muitos problemas, uma câmera tão burra quanto a de Epic Mickey, controles que não respondiam direito e glitches quando Sonic atingia velocidade muito alta.
Então, em vez de melhorar esses problemas a Sega foi piorando, fazendo com que cada jogo em 3D do Sonic fosse pior que o outro. Mas e como se sai o Sonic Colors? É....

História
Depois de anos, Eggman finalmente termina de construir seu incrível parque de diversões no espaço. E um dia antes da inauguração Sonic e Tails conseguem entrar no parque e descobrem que Eggman está usando de atração para seu parque uma raça alienígena chamada Wisps. Esses Wisps tem uma espécie de poder interno do qual o Eggman está atrás.


Gráficos
Os gráficos aqui são ótimos e levam o hardware do Nintendo Wii quase ao limite. É um dos poucos jogos de Wii que tem efeitos de luz e sombra. Os cenários são muito bem construídos e animados, em certas partes o jogo nos mostra cenários enormes e sem fim(como em Starlight Carnival). Outro ponto interessante é que todas as cutscenes do jogo, exceto pelo filme de abertura e encerramente, são feitas com os gráficos do jogo. Sem filmes renderizados como em Sonic Unleashed, mas não deixam de ser muito bons. Mas jogos como Super Mario Galaxy ainda fazem melhor.

Esse, meus amigos, é o Planeta Wisp


Som
Como ja é costume de jogos em 3D do ouriço, as cutscenes são dubladas. Mas dessa vez Sonic e Tails contam com dubladores novos, e se me permitem dizer, ficaram bem melhores! Para quem era acostumado com a antiga voz do Sonic vai ser estranho, mas você se acostuma.
Outro ponto forte do jogo é a trilha sonora muito boa, que lembra os jogos clássicos dos Mega Drive. Resumindo, é boa.

Jogabilidade
É aqui que geralmente, os últimos jogos do Sonic começam a falhar, com controles ruins e imprecisos, câmeras tontas, físicas estranhas... Mas Sonic Colors consegue corrigir boa parte de todos esses erros, porém não todos. O controle nas partes 3D é um pouco impreciso, principalmente quando o Sonic está indo muito rápido.Nas parte 2D é, bem... BOM! Nas partes 2D o grande problema é a física do jogo, Sonic pula muito devagar e cai muito depressa, o que me gerou muitas mortes em partes de plataforma, por sorte o Sonic possui um duplo pulo que pode vir bem a calhar. Outro problema é quando se joga com Wiimote + Nunchuck, onde os controles são imprecisos.
E sobre os Wisps, são bem fáceis de usar e a maioria não dura mais que alguns segundos caso você não pegue mais deles para "recarregar" o poder.

Considerações Finais
Sonic Colors é um passo na direção certa para fazer os jogos em 3D do ouriço se tornarem melhores. Se a Sega continuar andando nessa direção, vai sempre acertar.
Mas vamos falar disso com quem entende. O que você achou de Sonic Colors, Sonic?


"Tipo, um milhão de vezes melhor. Obrigado."






História: 08
Gráficos: 09
Áudio: 09
Jogabilidade: 08
NOTA FINAL: 8,5




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The Legend of Zelda: Phantom Hourglass


Plataforma: Nintendo DS.


Com o lançamento e sucesso do Nintendo DS, muitas thirds falharam ao tentar trazer um jogo que utilizasse a Touch-Screen do Nintendo DS de forma que não fosse apenas uma adição no Gameplay, e sim algo concreto. Óbviamente, o trabalho ficou para a própria Nintendo, que, em 2004 anunciou que estava trabalhando em um novo Zelda portátil. Naquele momento, Phantom Hourglass era chamado de Zelda: Four Swords DS, como referido pelo próprio Miyamoto, e tinha uma jogabilidade parecida com a de Four Swords Adventure, do GameCube.

Não se sabe quando, mas entre 2004 e 2006, muita coisa mudou. "Four Swords DS" se transformou em "Phantom Hourglass" e foi anunciado na E3 como uma sequela de Wind Waker, usando o mesmo estilo gráfico, e dessa vez, a jogabilidade usava a Touch Screen do DS. Inteiramente.

Em 2007, controlamos Link por um mar (Novamente!), mas dessa vez, TODOS os movimentos de Link eram ditados pela "canetinha" do DS, a Stylus. Não é preciso falar, o Gameplay era quase perfeito. E o uso da Stylus abria a possibilidade para diferentes puzzles. Infelizmente, Phantom Hourglass parou no gameplay perfeito, e deixou as idéias para os puzzles de lado. A dificuldade do jogo? Minima. A criatividade? No mesmo nível da dificuldade.

Nada que normalmente se encontra em um Zelda podia ser encontrado em Phantom Hourglass. A soundtrack desapontava, a ponto de que vários dos temas não passavam de loops de 5 notas repetidas. Sempre, e sempre. E sempre. E sempre.

A dificuldade e a criatividade, como já mencionadas, não deram as caras nesse título. Phantom Hourglass traz uma experiencia, por muitas vezes, vazia. Os mesmos tipos de puzzles "Olha, tenho duas tochas apagadas aqui do lado dessa porta trancada, e tenho duas tochas acesas ali do outro lado bem ao alcance do meu boomerang... o que será que devo fazer?", ou outros tipos de Puzzles que são encontrados nos primeiros Dungeons de outros Zeldas.

A história é simples e um tanto quanto cliché, mas não é de TODO mal. Os personagens são, em sua maioria, esquecíveis. Menos Linebeck, que pode ser um tanto quanto irritante as vezes, mas na maioria de suas cenas, traz o humor do jogo.


"Olha só! Você pode ganhar 100 reais em Ruppees que valem mais que dinheiro! Mah oê!"

Outro ponto ruim de Phantom Hourglass é a existência de um Dungeon central. Como assim? Simples, existem vários Dungeons ao redor do mapa do jogo, mas sempre depois de terminar um Dungeon, você deve retornar ao dungeon principal, REFAZER OS MESMOS ANDARES QUE VOCÊ JA FEZ com a adição de uns poucos 3 ou 4 andares. Tudo isso com um tempo limite. Sim, pois o Temple of The Ocean King (que serve como o Dungeon Central) foi amaldiçoado, fazendo com que qualquer um que adentre, morra em poucos minutos. Com uma ampulheta mágica (eis o nome, Phantom Hourglass) que quebra a maldição por poucos minutos (dependendo do tanto de areia que você tiver coletado), você pode andar pelo Temple of the Ocean King. MAS NÃO ACHE QUE QUANDO A AREIA ACABAR, VOCÊ PODE SIMPLESMENTE VIRAR A AMPULHETA! Não seria tão fácil assim...


Simplesmente VIRAR a ampulheta? PFT, besteira minha.

Talvez o único ponto positivo de Phantom Hourglass, além de um Gameplay quase perfeito, são os gráficos. Enquanto eles não são os mais bonitos nem sequer no DS, eles são muito bons, e enquanto deixam a desejar um pouco em certos momentos, ele até que combinam com a direção de arte. Bem que podia ser um pouquinho mais polido.

Phantom Hourglass é, infelizmente, o que pode ser chamado de "um dos piores Zeldas". Com certeza merece um desconto por ser um Zelda portátil, mas isso não é desculpa para fazer um jogo tão simples assim. Enquanto Phantom Hourglass pode divertir, é aconselhado trocar esse Zelda por algo mais... Zelda.





História: 06
Gráficos: 08
Áudio: 03
Jogabilidade: 08
NOTA FINAL: 6,25

Postado por ' nicolas 2 comentários

Ace Attorney Investigations


Plataforma: Nintendo DS.


A série Ace Attorney com certeza fez sucesso. No japão, o sucesso foi tal que a trilogia original (Phoenix Wright: Ace Attorney) foi portada do Gameboy Advance para seu Sucessor, o Nintendo DS, e assim, a série finalmente foi trazida ao ocidente. Depois de um jogo exclusivo no DS, a série principal foi deixada de lado, para que se focassem em um Spin-off, e este é Ace Attorney Investigations, jogo que trás Miles Edgeworth, o "adversário" do primeiro jogo, e amigo dos jogos seguintes.

Aqui, Miles Edgeworth acaba de voltar de uma viagem de negócios, e se vê em meio a uma onde de crimes. Logo, Miles Edgeworth entra em cena para desvendar os verdadeiros culpados pelos assassinatos, e por algo muito maior que está por trás disso tudo.

É impossível fazer um Review de Ace Attorney Investigations sem falar, nem que seja um pouco, dos outros jogos da série. O motivo? É simples: boa parte dos personagens encontrados no jogo retornam da trilogia de Phoenix Wright. E é aí que o primeiro problema em Ace Attorney Investigations se esconde. Talvez o pior problema do jogo seja a descaracterização dos personagens. Personagens como Franziska von Karma, Detetive Gumshoe, Larry Butz e o próprio Miles Edgeworth parecem ter tido suas falas escritas por um fã alucinado qualquer que não consegue sair do 4chan, 2chan ou qualquer uma dessas porcarias.

Detetive Gumshoe, que sempre foi apresentado como um personagem um tanto quanto... idiota, e negligente, aqui é apresentado como um idiota completo, a ponto de não encontrar pistas MESMO ESTANDO EM UMA CENA DE UM CRIME! Larry Butz age tão idiotamente, a ponto de questionar Edgeworth quando este acaba de livrá-lo de uma acusação. Larry Butz sempre foi um personagem que agia sem pensar, mas até mesmo o Butz tem limite pra idiotice.


Não, Edgeworth. VOCÊ falhou.

Os personagens que não foram TOTALMENTE descaracterizados em pelo menos um momento no jogo, são os personagens novos, afinal, eles mal foram caracterizados. Infelizmente, os personagens do jogo são, por muitas vezes, irritantes (é, estou falando com você, Kay Faraday) ou simplesmente esquecíveis. Isso, somado a uma historinha qualquer que o jogo tem, faz com que esse Ace Attorney se diferencie de todos os outros. Sim, ele se diferencia pelos pontos ruins...

Os gráficos sofreram um pequeno upgrade. Um pequeno upgrade MAIS QUE ÓBVIO, afinal, os jogos anteriores a este eram apenas ports das versões de GBA. A qualidade do som também é bem melhor (por motivos óbvios), e a soundtrack é bem esquecível. As poucas músicas que podem ficar em sua mente são remixes de outros temas já existentes, o que é um pouco triste.

A jogabilidade é outra que mudou. Não temos tribunais, mas ainda temos que "interrogar" as "testemunhas". O problema é na investigação, que mudou de forma tão drástica que se torna cansativo investigar.

Ace Attorney Investigations é, diferente do resto da série, apenas uma tentativa de vender mais um produto feito de qualquer maneira, e com o nome de uma série que tem um certo sucesso. E o problema é que os fãs gostam.





História: 06
Gráficos: 07
Áudio: 08
Jogabilidade: 06
NOTA FINAL: 6,75

Postado por Tokii 1 comentários

Disney Epic Mickey

Plataforma: Wii.


Mickey Mouse é um dos mascotes mais queridos do mundo. Foi desenhado pelas mãos do gênio Walt Disney. O ratinho que estrelou inúmeros filmes, desenhos e gibis teve muita sorte! Mas nem tantos personagens tiveram toda essa sorte. E é nisso que Disney Epic Mickey, da Junction Point se baseia para criar uma história.


História
Certa noite, o mago Yen-Sid criava em seu escritório uma terra para os esquecidos e deixados de lado, Wasteland, mas ele não contava que um ratinho iria atrapalhar todo seu projeto. Mickey entrou no seu escritório e, curioso, começou a mexer no pincel mágico deixado ali por Yen-Sid e sem querer criou um monstro de tinta. Desesperado para acabar com o monstro, Mickey derramou Tíner(Solvente de tinta) em Wasteland e saiu de lá antes que Yen-Sid voltasse.
Agora, lembram do ditado "A curiosidade matou o gato"? Aqui ela matou o rato, anos e anos se passaram desde então, mas um dia o monstro criado por Mickey veio atrás dele e o levou à Wasteland, onde Mickey descobre que ao derramar Tíner ali, destruiu vidas de desenhos que haviam sido esquecidos. Afinal, quem é o verdadeiro vilão?
Pararei a história aqui para não dar Spoiler


Gráficos
O gráfico do jogo é bonito. Existem partes em que o jogo nos leva para cenários super bem trabalhados e exuberantes, como a Ilha da Caveira, do Peter Pan, por exemplo. Mas existem horas em que o jogo falha nesse quesito, texturas mal acabadas e modelos ruins. Outro fator legal são as cutscenes(aqueles filminhos no meio do jogo), que são feitas num estilo cartoon, além de serem bem engraçadas. Porém não contam com dublagem.

"OBJECTION!"


Áudio
Disney Epic Mickey conta com uma trilha sonora incrível! Todas as músicas são orquestradas e conseguem passar magnificamente a sensação sombria que Wasteland nos mostra. Além de trazer de volta grandes clássicos da Disney como a música de "O Aprendiz de Feiticeiro" do filme Fantasia. Os efeitos sonoros também agradam, a única coisa que falta é uma dublagem aos personagens durante as cutscenes. Nas cutscenes nós vemos as bocas se mexendo, mas só escutamos grunhidos e para acompanhar as falas, temos que ler uma legenda que acompanha as cutscenes.


Jogabilidade
É aqui em que Epic Mickey começa a passar de um jogo Ótimo para um jogo Bom. A idéia de pintar e apagar as coisas em Wasteland é algo muito original, tenho que dizer. Mas como executam essa idéia é um problema. Para pintar e apagar é preciso apontar com o ponteiro do Wiimote para onde você quer jogar Tinta/Tíner, mas o ponteiro do Wii não mede a profundidade no jogo. Por exemplo, se quero pintar algo que está na minha frente, quando eu colocar o ponteiro ali o jogo vai pintar algo que está atrás de mim ou vice-versa.
Outro grande defeito é a câmera do jogo. Que se me permitem dizer: É MUITO BURRA! Aquele projeto de câmera tentar ir pra trás do Mickey quando tem uma parede atrás dele. E aí o que acontece? A câmera penetra no Mickey e fica parecendo um jogo em primeira pessoa. Ou então a câmera decide não ir pra trás do Mickey, geralmente nas partes de plataforma em que a câmera fica distante. O que acontece é que as vezes tem um muro ou uma árvore que fica na frente da câmera que não te deixam ver o Mickey. E o pior, nessas partes de plataforma a câmera é pouco ajustável então você tem que voltar e tentar ajeitar a câmera melhor ANTES de seguir em frente. Isso é algo que irrita.


Considerações finais
Disney Epic Mickey é sim um bom jogo, e vale a compra. Mas quem quiser jogar vai passar por alguns momentos de frustação. O que se torna ainda pior se você quiser fechá-lo 100% que é necessário jogar mais de uma vez.
Warren Spector e a Junction Point fizeram um bom jogo, mas não foi dessa vez que Mickey chegou aos pés de Mario ou Sonic.

"Oi, eu sou o Mickey. Ou pelo menos gostaria de ser."





História: 10
Gráficos: 08
Áudio: 09
Jogabilidade: 06
NOTA FINAL: 8,25